O Ambiente Ideal  
  Por: Aroldo Borges  
 





  Rotina de Trabalho

Animal: Geochelone carbonária
Regime de Criação: Intensivo


Manejo Sanitário

1. Avaliação clínica dos animais do criadouro;
2. Medidas preventivas: Análise Parasitária. Análise Bacteriana. Adoção de Terapêutica preventiva. Necropsia dos animais em óbito;


3. Adoção de Terapêutica Curativa;
4. Higienização das instalações.


Manejo Nutricional

1. Adoção de Suplementos;


2. Formulação de Dieta, segundo a idade e o estado fisiológico;


3. Correção alimentar, segundo a exigência nutricional;
4. Adoção de Comedouro Alimentar.


Alimentação

Os jabutis, ao contrário do que muitas pessoas pensam, devem receber uma dieta de qualidade e bem diversificada. Quase nunca as pessoas fornecem alimentos adequados aos jabutis. Por isso há animais com serias doenças causadas por carências de vitaminas e minerais.Como também proteína é fundamental para o crescimento dos jabutis. Para endurecimento do casco deve ser fornecido cálcio em quantidades adequadas (para suplementar o cálcio, deve-se colocar cascas de ovo secas e trituradas por cima dos alimentos oferecidos no mínimo três vezes por semana).
São animais onívoros, ou seja, alimentam-se de proteína animal (pequenos vertebrados, minhocas, insetos, etc...) e fibras vegetais (folhagens, verduras e frutas).O alimento deve ser oferecida diariamente e removida assim que apresente sinais de decomposição.
Sugestões de dieta para seu animal viver feliz e bem saudável – estes elementos podem ser dados juntos ou alternados em dias da semana:

1.Vegetais - 85% da dieta:

Folhas de mostarda, de beterraba, agrião, couve, rúcula, salsa, salsão, brócolis, espinafre, repolho, amora, cenoura, pétalas de rosas, hibiscos (tanto pétalas quanto folhas), sementes de feijão branco e feijão verde, ervilhas, lentilhas, milho, e legumes variados, como a cenoura, beterraba, vagens, abóboras, batata doce, etc.

2. Frutas - 10% da dieta :

Uvas, abacate, maçãs, pêras, abacaxi, morango, manga , mamão, todos os melões, banana, tomates, figos e melancias, amora, nectarina, etc.

3. Proteína animal em altas concentrações - menos de 5% da dieta :

Ração para tartarugas, suplementos à base de camarões e carne crua moída. Pode-se oferecer ração canina seca ou sardinha com ossos ou camundongos abatidos ou ovos cozidos com casca.

OBSERVAÇÕES : Mantenha água à vontade;

Evitar alface e muito mamão, esses alimentos podem favorecer diarréia;
Os jabutis não devem comer restos de comida humana (arroz, macarrão, etc...) ou cascas de vegetais e frutas estragadas. O fato de comerem não indica que apreciem ou que estejam bem de saúde. Estes alimentos são inadequados e causam avitaminoses e debilidade;
A utilização de rações específicas para répteis onívoros é excelente pois é balanceada, já possui cálcio e vitaminas e dispensa qualquer outro tipo de alimento. Uma vez condicionados à essa ração seu crescimento será bem mais rápido;


Melhoramento Genético

1. Caracterização genética de indivíduos rústicos;
2. Caracterização genética de indivíduos resistentes às enfermidades.


Manejo Reprodutivo

1. Escolha de reprodutores e matrizes de boa qualidade genética;


Manejo Ambiental / Recinto

1. Adequação das dimensões dos recintos conforme às exigências da espécie e as Instruções Normativas do Órgão Federal Ambiental;


2. Adoção do Sistema de Baias: Baias de Reprodução, Baias Berçário , Baias de Descarte;
3. Manutenção da vegetação nativa;


4. Manutenção da área natural.


Quando jovens podem ser mantidos em pequenos terrários ou caixas de madeira, desde que o seu comprimento seja superior a 10 vezes o tamanho do casco do jabuti, já a largura e a altura devem ter cerca de cinco a sete vezes o tamanho do animal. O substrato (forração) pode ser grama natural, terra batida, carpete para réptil (não utilizar grama artificial), casca de árvore triturada (forração vegetal para manutenção de répteis) ou mesmo jornal (ideal para filhotes). Há necessidade de espaço para seu jabuti andar, eles vivem em terreno firme onde suas patas se erguem retirando seu plastrão, que é o casco de baixo, totalmente do chão, portanto, se o seu jabuti vive arrastando o casco e tem as patas deitadas será por falta de terreno onde se apoiar com firmeza (talvez sua casa seja de tacos ou piso azulejado o que irá deformar seu animal, talvez para sempre). Procure fornecer piso adequado para que seu animal não fique defeituoso ou se arraste pelo chão.


Ambiente Ideal

Os répteis diurnos necessitam de radiação solar – se o jabuti não tiver acesso à luz solar, é importante colocá-lo pelo menos 15 minutos ao dia para tomar o sol da manhã ou do fim de tarde – ou artificial que apresente radiação ultra-violeta B (UVB), presente em lâmpadas específicas para répteis. A lâmpada deve ser mantida a 30 cm, no máximo, do animal, para que as células basais da pele possam sintetizar o precursor da vitamina D3. O animal terá descalcificação, raquitismo e vida muito curta se não receber esta radiação.
É necessário também uma fonte de aquecimento de fácil acessibilidade. Os mais indicados e práticos são as rochas ou placas aquecidas específicas para manutenção de répteis. Não podem ser mantidos sem fonte de calor, à exceção das localidades onde ocorre naturalmente. Os jabutis brasileiros não hibernam e podem ficar letárgicos e doentes se mantidos em temperatura baixa por vários dias. Este procedimento constitui maus tratos sendo, portanto, passível de punição por lei.
Os jabutis maiores (acima de 15 cm) são geralmente mantidos em ambientes externos cercados, como em jardins. Estes devem ter piso de grama ou outro material não abrasivo. Vários abrigos, como tocas de pedra, e ampla vegetação devem fazer parte desse ambiente. Esse espaço deve permitir a incidência de sol pelo menos durante algumas horas do dia. Para se abrigar do frio, principalmente à noite, os animais usarão as tocas. Deve-se ter muito cuidado com lagos e piscinas, porque podem cair e se afogar. Outra coisa importante é para quem tem apenas fêmeas ou casais, as fêmeas precisam de terra propícia para a desova, pois se estas não acharem onde enterrar seus ovos ficarão acumulando ovos no corpo e podem morrer. Um recipiente raso com água sempre limpa é imprescindível. Mantenha o local onde os jabutis ficam limpos. Para isso, lave diariamente os recipientes de água e comida e retire as fezes pelo menos três vezes por semana. Na natureza o encontro de fezes frescas é raro e, em cativeiro, pode ocorrer a coprofagia (comer fezes) por simples encontro e indução de que pode se tratar de alimento.


Doenças mais comuns

Se forem mantidos em condições satisfatórias, como as citadas acima, dificilmente
manifestam doenças. Em temperaturas abaixo do ideal podem apresentar pneumonia, manifestada através de secreção nasal e pelo comportamento do animal ficar com a
cabeça constantemente elevada. Podem apresentar desprendimento dos escudos córneos
da carapaça (deixando exposto o osso) por excesso de umidade que acarreta infecções por fungos ou bactérias A descalcificação e alteração do formato do casco é comum se
mantidos sem iluminação correta. Podem sofrer corrosão do plastrão e conseqüente
infecção se mantido em superfícies ásperas.

Algumas situações podem ocorrer como o prolápso (eversão) do reto e do pênis
(em machos) ou a retenção de ovos (nas fêmeas). Mas as principais doenças
normalmente estão associadas a alimentação inadequada que podem favorecer diarréias (excesso de mamão e alface), avitaminoses por oferecimento de alimentos inadequados
(pode ocasionar inchaço do globo ocular e raquitismo) e descalcificação por falta de
suplemento de cálcio (casco mole, tremedeiras e impossibilidade de deslocamento). Conte sempre com o veterinário para esclarecer dúvidas.


Dr. Marco Túllio Rodrigues Brasilero

Médico Veterinário, formado pela Escola de Medicina Veterinária da Universidade Federal da Bahia, especialista em Medicina Veterinária de Animais Silvestres e Exóticos, mestrando em Gestão e Auditoria Ambiental pela Fundação Iberoamericana, com especialização em Gestão de Espaços Naturais, atual professor das disciplinas: Parasitologia Veterinária e Animais Silvestres, na Faculdade Pio Décimo - Aracaju/SE, recebeu no ano de 2002 pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária da Bahia, o Título: Médico Veterinário Destaque na Área de Animais Silvestres, participou do I Curso Internacional de Medicina da Conservação. Médico Veterinário responsável pelo CRIADOURO DE JABOTI SANTA RITA.


Associação de Ensino e Cultura "Pio Décimo"
Hospital Veterinário Drº Vicente Borelli - Aracaju/SE
Av. Tancredo Neves, s/n - Aracaju - SE

Laboratórios Responsáveis
-Laboratório de Parasitologia Veterinária- Profº Marco Túllio R Brasileiro
Médico Veterinário

- Laboratório de Microbiologia - Profº Clênio Bezerra
Biólogo

-Laboratório de Viorologia - Profº Alexandre Luna
Médico Veterinário

- Laboratório de Patologia e Necropsia - Profª Bernadete Moda
Médica Veterinária

Setor de Cirurgia - Profª Neuza Marques
Médica Veterinária

Setor de Radiologia - Profº Eduardo
Médico Veterinário
Diretor do Hospital - Drº Rodrigo


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